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Conheça 3 Maneiras Inusitadas De Viajar (e Aproveitar O Trajeto Desde A Estrada!)

Conheça 3 maneiras inusitadas de viajar (e aproveitar o trajeto desde a estrada!)

Autora: Ana Carolina Lahr – Mídia.Crawl

Caroneiros, motociclistas, viajantes. O que eles têm em comum? Espírito livre, adrenalina ante o inesperado e paixão pela estrada. Se você se identifica, precisa ler esse artigo até o final. Inspire-se na história de quem já vivenciou maneiras inusitadas de viajar!

Segundo o Ministério do Turismo do Brasil, somente no ano passado o setor foi responsável por 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB), com aporte de US$ 152,2 bilhões na economia brasileira. Não é para menos. Afinal, viajar é um dos grandes prazeres da vida e proporciona experiências únicas. Mas, para alguns, mais importante que o destino final, é o caminho. Se você é desses, vai adorar conhecer a história de pessoas que optaram por essas experiências:

Foto: Arquivo Pessoal

Carona

A primeira vez que Marcelo Sagara decidiu se aventurar como caroneiro foi em 2016. De lá para cá foram quase 10 mil quilômetros de conversas com estranhos que se tornaram parceiros de viagem. Foi assim que ele conheceu as estradas que interligam Argentina-Paraguai-Brasil; e, também, França-Itália-Croácia.

A adrenalina do encontro com o desconhecido foi, literalmente, uma das motivações do viajante desde que se dispôs a conhecer o mundo com uma mochila nas costas. “Certa vez, entrando na Patagônia, buscava um lugar para dormir na saída de uma cidade. Uma ambulância me deu uma carona até um vilarejo 190 km à frente. Fui deixado em um posto de gasolina, onde pretendia acampar. Mas, olhei para o céu e ele era o mais lindo que eu já tinha visto”, recorda Marcelo, “decidi acampar fora da cidade, sob as estrelas. Caminhei quase 2 km na escuridão total. Finalmente com minha lanterna ligada, pulei uma cerca. Me preparava para armar a barraca quando percebi um movimento. Quanto ajustei o foco da luz, a surpresa: um puma me observava a menos de 10 metros. Nos olhamos por alguns segundos; ele ficou tranquilo. Eu não fiquei tão tranquilo assim… Mas foi um bom encontro”.

“Uma coisa que me dá muito prazer é pedir carona caminhando… e quando o caminho é assim, eu nem ligo se demora duas ou três horas pra conseguir” – Instagram, junho 2016. – FOTO: arquivo pessoal.

Uma lição de vida

A vida de caronas fez com que Marcelo se descobrisse um amante também das caminhadas consigo mesmo – já que em muitos momentos uma boa alma demorava a aparecer. “Uma coisa que me dá muito prazer é pedir carona caminhando… e quando o caminho é assim, eu nem ligo se demora duas ou três horas pra conseguir”, admitiu ao registrar a paisagem cenográfica das estradas de Bariloche em um dos seus raros acessos ao Instagram, em junho de 2016.

Mais que o prazer de viajar por diversos países com quase nada no bolso, ele aprendeu que a carona não é algo que se dá, mas que se doa: “O contato com pessoas que estão realmente dispostas a ajudar um estranho na certeza de que não vão receber nada de material em troca é o mais gratificante e motivante para viajar de carona. E geralmente vai além de caronas. Por vezes parávamos em restaurantes, me pagavam refeição, me compravam marmitas… Ajudavam com o coração mesmo”.

Foto: Arquivo Pessoal

Motorhome

Bruno Landin e a esposa Tabata encontraram no Veículo Recreativo (RV) — o “famoso” motorhome ou trailer — a viagem de férias perfeita para apresentar à filha de 1 ano a imensidão do mundo.  

A viagem aconteceu em maio e durou 8 dias. O suficiente para rodar mais de 1800 milhas (2.897 km) pelas estradas dos Estados Unidos, de Chicago à Denver, passando por St. Louis, Kansas City, Goodland, Colorado Springs e Vail.

A escolha por viajar a bordo de um RV foi motivada pelo espírito livre de Bruno – amante dos esportes radicais. Mas, a decisão foi definitiva quando entrou em cena a filha do casal. “Eu e minha esposa já tínhamos vontade de fazer essa viagem e com ela pequena a ideia de viajar levando a casa junto nos trouxe uma tranquilidade. Pelo gosto de viagens sem muita rotina, podendo fazer o que quisermos e alterando o roteiro se necessário, optamos pelo RV à um resort com toda a estrutura próxima. No final, ela curtiu tanto ou até mais que nós dois”.

Estrutura

Por se tratar os Estados Unidos de um país onde a cultura do veículo recreativo é muito forte, a estreia da família Landin nas casas móveis teve muito privilégios. “Por viajarmos fora de época conseguimos uma promoção com a empresa na qual eles compram novas unidades e precisam entregar nas lojas da rede por todo o país. Assim, conseguimos uma diária bem barata”, lembra Bruno.

A família optou por usar uma rede de camping conveniada que ofereceu toda a estrutura necessária, desde loja de conveniência e lavanderia, até banheiros e recarga de gás para o fogão e aquecedor.

Foto: Arquivo Pessoal

Trajeto

Embora nos Estados Unidos não seja necessária nenhuma licença especial para dirigir os RV — trata-se de uma pick up F-350 —, o tamanho do veículo pode ser intimidador, segundo Bruno. Mas, não demorou para que concluísse com êxito a proposta de chegar em Colorado o quanto antes para curtir as montanhas.

Nos primeiros dias, os viajantes rodaram por volta de 6 horas com paradas para alimentação e passeio para “esticar as pernas” e acalmar os ânimos da pequena. Já no Colorado, eles aproveitaram para visitar os locais turísticos. “Muitas vezes, visitávamos algum parque. Quando voltávamos para o carro fazíamos um almoço ali mesmo e dormíamos os três por algumas horas. Essa experiência de liberdade proporcionada pela viagem vai ficar marcada”, suspira.

Desafios

Como adrenalina é a palavra-chave de quem opta por viagens espontâneas, com Bruno e Tabata não foi diferente. “Tivemos dois pontos complicados. No segundo dia de viagem pegamos muito vento na estrada e o carro sentia a ventania mais que o normal. Além de termos que andar mais devagar, todo mundo sofreu com enjoo durante todo o dia”, conta Bruno.

A segunda emoção chegou já nas montanhas do Colocado. “Uma nevasca fora de época acumulou neve na pista. Quando o fluxo foi liberado tivemos momentos de deslizes que foram de tirar o fôlego”, lembra.

Com a sensação de liberdade gravada na memória, Bruno não hesita. “Adoraríamos viajar o Brasil de RV!”. Mas, a visão realista persiste: “Apesar disso, sabemos que as dificuldades aqui são o alto custo de combustível e pedágio; a segurança nos locais de parada; e a estrutura para receber esses veículos”.

E se a gente te dissesse que logo essa experiência incrível também vai ser possível aqui? Clique aqui se você quer saber como.

Foto: Arquivo Pessoal

Moto

Advogado, coordenador universitário e presidente de subseção da OAB. Quem conhece Alexandre Soares Ferreira como profissional mal poderia imaginar que por trás de tanta formalidade existe uma alma livre.

Aos 43 anos, há mais de 20 a paixão alimentada por motos, Harley Davidson e “Chips” (antigo seriado de TV com dois policiais de motocicletas) o faz dividir os tribunais com as estradas.

Foi assim que o motociclista conheceu boa parte do Brasil e a América do Sul. A famosa Rota 66, Los Angeles, São Francisco, Grand Canyon, Las Vegas, Califórnia e Flórida, na América do Norte, também estão na sua lista, assim como parte da Europa. “A viagem mais longa foi o percurso Rota 66 e Rote 1. Rodei 5400 km em 18 dias, passando por mais de 25 cidades e três estados americanos”, relembra.

A sensação de liberdade com vento na cara e ronco da moto é a principal motivação dessa escolha, superando até mesmo o desgaste físico. “Faz parte do show. Quem é adepto ao motociclismo verdadeiramente não liga para isso nem para tempo frio, ou chuva. As horas em cima da moto são momentos de puro lazer e reflexão e a viagem feita com companheiros sempre é muito prazerosa e divertida”, argumenta, empolgado.

Um destino, muitos caminhos

Com tanto tempo de experiência, você deve pensar que as surpresas se esgotaram. Só que não. “Não tem uma dinâmica certa. Existem vezes que somos mais organizados, reservamos hotel com antecedência, traçamos o roteiro, andamos no máximo 400/500 km/dia; mas também existem épocas em que traçamos apenas o destino final e saímos na estrada sem maiores planos. Quando cansamos, paramos e procuramos local para dormir. Geralmente hotéis e pousadas. Tem colegas que gostam de acampar”, explica Alexandre.

Mais do que roteiros espontâneos, o advogado revela que toda viagem é cercada de muitas histórias: “motociclistas se reconhecem e se unem nas estradas. Sempre voltamos de uma viagem com muitas amizades feitas e isso é o verdadeiro sentido do motociclismo”.

Foto: Arquivo Pessoal

Viagem em grupos

No meio de tanta satisfação, são as condições precárias de algumas estradas e o perigo de assalto que representam os maiores desafios do motociclista, de acordo com o advogado.

Para garantir a segurança, na grande maioria das vezes as viagens são feitas em grupos. “Isso evita assaltos e possibilita que um possa prestar socorro ao outro que precisar. A formação na estrada também possibilita uma maior segurança com relação aos outros carros”, finaliza Alexandre.

E aí, qual será a sua próxima viagem?

 

 

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