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Livre Partida: Uma Volta Ao Mundo E Muitas Histórias Para Contar

Livre Partida: uma volta ao mundo e muitas histórias para contar

Autor: Mídia.Crawl

“Nós queremos dar a volta ao mundo e mostrar a todas as pessoas que somos livres e que qualquer um tem o poder de fazer o que quiser na sua vida”.

Com essa missão, em novembro de 2015, Mariana Beluco e Plácido Salles deram início a uma longa viagem pelas estradas — e algumas vezes pelo ar — no projeto chamado Livre Partida.

O percurso, que nos primórdios previa uma viagem de 365 dias pela América do Sul, ganhou novas proporções antes mesmo da partida.

Assim, o sonho de dar a volta ao mundo se materializou e foram necessários 2 anos e meio para que retornassem ao ponto de partida, São Paulo, capital.

As aventuras foram registradas no canal do Youtube e ficaram também gravadas para sempre na memória do casal. Conheça outros detalhes dessa aventura e inspire-se também!

Preparativos

“A ideia começou 2 anos e meio antes da partida como uma necessidade nossa de sair de São Paulo, onde vivíamos, e viver uma aventura”, revela Plácido, que sempre alimentou o gosto pela viagem, mochilões e novas formas de se viver.

Ele avisa, no entanto, que muito mais que uma preparação psicológica, o planejamento foi necessário para que o casal criasse condições financeiras para realizar o sonho.

Na prática, porém, os desafios logo trouxeram novos aprendizados. “As principais mudanças que tivemos que realizar para tornar real o projeto foi sermos extremamente flexíveis e adaptáveis. Outro ponto foi colocar tudo na nossa vida alinhado com esse ideal: nosso trabalho, nossa energia, todo o nosso foco voltado para a viagem”, observa.

Foi nesse sentido que o casal organizou a vida financeira de maneira que pudesse bancar a vida nômade sem contratempos. “Bancamos nossa vida nômade com diversas fontes de arrecadação: trabalhamos com freelas e venda de fotos e vídeos, temos também um trabalho online com o DeROSE Method e consultorias, venda do nosso livro, cursos, dentre outros.  Nos mantemos sempre pensando em formas de ganhar dinheiro de maneira inusitada e geralmente com o objetivo de manter isso no ambiente digital, para não precisarmos estar presentes para que renda.  Já chegou uma época quando tínhamos mais de 30 formas diferentes de arrecadação”, salienta Plácido, adicionando uma dica valiosa para quem planeja aderir ao estilo de vida. “O principal para quem quer viver a vida dessa forma é diversificar as fontes de arrecadação. Você pode aplicar dinheiro em ativos que rendam principalmente durante a viagem sem que você precise estar presente, como aplicar em ações ou no mercado”.

Diante de tantas maravilhas, ficar parada em apenas um lugar não parece compatível com as possibilidades que temos hoje: um mundo globalizado e conectado, em que as distâncias se tornam cada vez menores”, conclui Mariana.

Mudanças no caminho

Engana-se, porém, quem acredita que tanto planejamento evitaria desvios no percurso. As mudanças de planos, aliás, sempre acompanharam a aventura do casal.

Talvez daí a relevância do nome do projeto — Livre Partida —, garantindo desde sempre a liberdade da escolha.

Na fase de planejamento riscamos o mapa de acordo com um roteiro fictício que achávamos que era o ideal. Mas ele nunca foi definitivo. Foi sendo traçado de acordo com a nossa vontade.

Tínhamos uma liberdade nesse sentido, de escolher por onde iríamos passar e fomos muito felizes. Passamos por muitas aventuras e curtimos muito cada lugar por onde a gente passou”, recorda Plácido, que, de volta à São Paulo, já planeja novas partidas.

Quatro rodas

Apesar da volta ao mundo ter envolvido diferentes meios de transporte, a prioridade do casal sempre foi fazer o trajeto a quatro rodas. pois ele proporciona a liberdade de ir para onde quiser, quando quiser.

Outro ponto muito forte é ter o aconchego do seu lar. Quando você sai para uma trilha ou um passeio e volta para o seu veículo é como voltar para o aconchego do seu lar. Por isso, viajar de carro é, para nós, a melhor opção que existe”, admite o jovem artista.

Foi sobre rodas, que o Plácido e a Mariana puderam apreciar cada pedacinho do planeta, com especial ênfase nas montanhas. “As estradas eram maravilhosas e os locais onde acampamos eram os mais incríveis. Argentina, a região andina, Chile e Peru, na América do Sul. Depois,  Noruega, Escandinávia, Romênia, Bulgária e Turquia nos acrescentaram cenários paradisíacos sobre quatro rodas”, recapitulam.

A escolha do carro

Uma vez tendo as rodovias como o principal caminho dessa aventura, a escolha do carro foi muito importante na realização do projeto. Partindo de São Paulo rumo a Argentina e finalmente chegando ao Alasca, a primeira parte da viagem foi realizada em uma Land Rover Defender 4×4 adaptada, chamada carinhosamente pelo casal de “Monstro”.

Amadores no formato de viagem escolhido, a adaptação do primeiro veículo foi baseada em referências de pessoas que viajavam de carro. “Naquela época, tínhamos poucas referências. Depois, percebemos que dava para fazer de outras formas, principalmente mais baratas e acessíveis”, admite Plácido.

No meio do caminho, porém, Monstro foi ‘vítima’ de uma das mudanças de plano inesperadas e acabou sendo vendido. Assim, o casal seguiu via aérea para o Sul e Sudeste Asiático, Europa e Oriente Médio. “Depois, compramos outro carro, que foi adaptado de forma mais simples e muito mais acessível na Europa”, revela Plácido. ‘Alemão’, o nome dado ao Citroen Berlingo adquirido, seguiu com o casal por mais um trajeto cheio de paisagens memoráveis.

Foto: Livre Partida

Camping

Outro ponto crucial em uma viagem sobre rodas, como sabemos, é a questão da infraestrutura para as paradas. E, em se falando em dar a volta ao mundo, obviamente o casal vivenciou as mais variadas experiências. “EUA, Canadá e Alasca são muito bons para viajar de carro porque têm muito espaço verde para acampar, estradas maravilhosas e isso garante uma viagem incrível”, admite Plácido.

Mas, foi também a escolha por carros mais compactos que permitiu a eles estar em cenários selvagens ao optar pelo camping livre. “A gente só parava nos campings quando precisávamos lavar roupa, usar internet por mais tempo. Mas, era uma exceção”, lembra.

Foto: Livre Partida

Perrengues

Surpresas nem sempre boas no que se refere à manutenção do veículo também são fiéis companheiras da jornada de quem opta por viajar sobre rodas.

Para os aventureiros, não foi diferente. “Tivemos muitas histórias relacionadas a perrengues com manutenção do carro e situações desafiadoras.

Uma delas foi quando chegamos no México, perto de Guadalajara, e a bomba de vácuo do carro quebrou.

Tivemos que pedir uma peça pela internet e ela ficou presa na alfândega por 13 dias. Nesse período, ficamos hospedados em um hotelzinho, mas cozinhando no carro todos os dias para não gastar. Foi muito engraçada essa época.

Tivemos muitas outras histórias nesse sentido porque nosso primeiro carro quebrou bastante e rendeu muitas recordações de aventuras.

Se você quer saber em detalhes os perrengues e as histórias de humor vividas pelo casal, poderá acompanhar em breve, no novo livro que está para ser lançado.

Por enquanto, pode também acompanhar a volta ao mundo nos canais do Livre Partida! (site, facebook,instagram e youtube).

 

Divirta-se e até breve!

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