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Acidentes Nas Estradas: Esteja Alerta Para Esse Perigo Constante!

Acidentes nas estradas: esteja alerta para esse perigo constante!

Autor: Mídia.Crawl

Em um país onde o transporte terrestre tem fundamental importância no cenário econômico — segundo o Banco Mundial, há 5 anos 58% do transporte de cargas e passageiros já era feito por rodovias — não é de se espantar a expressividade das estradas disponíveis: são aproximadamente 1,7 milhões de quilômetros, sendo 203 mil asfaltados. Para caravanistas e praticantes do motorhoming, que tem esse caminho como seu “parque de diversões”, esse é um prato cheio. No entanto, a grande presença de veículos aliada às grandes distâncias percorridas e às condições precárias das estradas em diversos trechos aumentam em muito a probabilidade de acidentes nas estradas.

É sobre isso que falaremos neste artigo, que traz dados atualizados e orientações para que você realize uma viagem terrestre mais tranquila e segura. Acompanhe!

Cenário do caravanista

Em uma busca pelos locais de preferência do caravanista no Brasil, uma pesquisa da Wheelstels analisou dois grupos do Facebook que atuam como canais de apoio e troca de experiências entre os praticantes — “Motorhome Br” e “Apoio às pessoas que viajam de motorhome”.

Dentre as constatações, observou-se que um dos principais fatores que levam ao bom aproveitamento das viagens são as estradas brasileiras, somadas à presença da infraestrutura de apoio necessária. Daí a preferência por locais com qualidade e segurança superiores, como é o caso de algumas rodovias e estradas presentes na região Sul e Sudeste do país.

Apesar disso, o espírito aventureiro de quem pega a estrada não é facilmente inibido e, em muitos casos, os viajantes escolhem seus destinos independentemente das condições das estradas. Afinal, mais importante do que o risco que correm, é chegar ao destino.

Isso não significa, no entanto, que estejam livres dos acidentes. Por isso, tenha em mente que precaução e cuidados devem ser prioridade no seu plano de viagem.  

IMAGEM: Freepik

Acidentes em números

Números por números, entre 2007 e 2017, o país registrou 1.652.403 acidentes e 83.481 mortes, o que faz dos acidentes de trânsito uma das principais causas de óbitos no Brasil.

Um levantamento inédito do Ministério da Saúde divulgado em setembro do ano passado apontou o registrou de 37.345 mortes de trânsito no Brasil em 2016. O número é 14,8% menor que em 2014, mas ainda que apresente números positivos, o Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito. E mais: estamos longe de atingir a meta de 2020, que almeja não ultrapassar o número de 19 mil vítimas fatais por ano.

Estradas precárias

Acidentes de trânsito são resultado de vários fatores, entre eles: desenvolvimento urbano não planejado das áreas ao redor das rodovias; condições inadequadas e insuficientes de engenharia/infraestrutura como placas em locais de risco, falta de sinalização ou problemas de pavimento; comportamento impróprio do condutor ou mesmo comportamento inadequado dos pedestres. Além disso, a falta de manutenção e condições precárias dos veículos e condições meteorológicas podem influenciar em muito nos resultados.

Um recente estudo da CNT (Confederação Nacional do Transporte), “Acidentes Rodoviários e a Infraestrutura”, analisou de forma inédita o impacto das condições da infraestrutura rodoviária na ocorrência e na gravidade dos acidentes.

Conforme aponta, 61,8% da extensão das rodovias brasileiras avaliadas apresentam algum tipo de problema, sendo classificadas no estado geral como “Regular”, “Ruim” ou “Péssimas”. Ademais, nos últimos dez anos a frota de veículos aumentou 95,6%, sem uma correspondente evolução da malha rodoviária federal pavimentada, que cresceu apenas 11,3% no mesmo período.

O aumento da frota, associado às condições inadequadas da infraestrutura rodoviária existente na maior parte das rodovias brasileiras, potencializa o aumento do número de acidentes e, consequentemente, do número de óbitos.

Dessa forma, leve esses dados do levantamento em consideração quando estiver planejando a sua próxima rota:

– Pistas simples de mão dupla registraram 54% dos acidentes e 71,4% das mortes. Em contrapartida, os trechos de pistas duplas (16,1% da extensão) foram 45,0% dos acidentes com 28,0% das mortes;

– Trecho onde a estrada foi considerada ruim ou péssima registraram os maiores índices de gravidade; trechos classificados como ótimos tiveram severidade menor;

– Nos locais onde não há presença de placas que limitam a velocidade, a gravidade chega a 18,3 mortes por 100 acidentes. O índice é bem menor, de 7 mortes por 100 acidentes, onde há a presença dessas placas.

IMAGEM: Unsplash

Faça sua parte

Tornar as rodovias brasileiras mais seguras por meio da melhoria da qualidade da infraestrutura existente é um desafio para o estado. Ainda assim, o relatório do Observatório de Segurança Viária aponta que aproximadamente 95% dos acidentes são causados por falha humana ou falha mecânica por falta de manutenção.

Portanto, não é difícil concluir que é preciso mudar também a cultura no trânsito brasileiro. Vamos fazer nossa parte?

– Respeite as leis de trânsito e sinalização nas estradas;

– Mantenha a manutenção do veículo em dia. Observe o estado do pneu e a calibragem; verifique também os freios, espelhos retrovisores, luzes, limpador de pára-brisa, níveis de água e óleo, estado de conservação do cinto de segurança, suspensão e itens exigidos pelo CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) como extintor de incêndio, triângulo, macaco e estepe;

– Se você é o motorista, descanse por no mínimo oito horas;

– Respeite os limites de velocidade estabelecidos pela via e as orientações contidas nas placas de trânsito; ultrapasse somente nos locais permitidos, evitando colisões frontais;

– Mantenha o foco na estrada, nunca utilize telefones celulares, som com música alta ou veja vídeos no aparelho de DVD do veículo. Deixe para os passageiros interagirem com os equipamentos eletrônicos. Caso seja muito importante realizar e/ou atender ligações telefônicas, pare o carro em local seguro e acione o pisca alerta do veículo antes de mais nada;

– No caso de acidentes, o triângulo utilizado para sinalizar deve ser colocado a uma distância de aproximadamente 100 metros ou 100 passos do local. À noite, a distância deve ser dobrada. O motorista deve ligar o pisca-alerta e, caso não esteja ferido, sair do veículo para sinalizar o acidente já que o local mais arriscado é o interior do carro; o ideal é que a pessoa saia da faixa de rolamento, ou seja, da pista.

E aí, preparado para sua próxima estrada?

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