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4 Parques Imperdíveis Pelo Brasil Para Você Que Ama A Natureza

4 Parques imperdíveis pelo Brasil para você que ama a natureza

Autora: Ana Carolina Lahr – Mídia.Crawl

O post de hoje é para você que preza por estar bem perto da natureza, observar e elevar a adrenalina com esportes radicais

Se você não vê a hora de explorar o mundo para conhecer as paisagens da Tailândia, os cânions irlandeses, o deserto do saara, dentre outros cenários naturais, sugerimos que repense e comece a exploração pelo Brasil.

Dono de parques e reservas magníficos devido à extensão do nosso país, cada região reserva muitas surpresas. Nossa fauna e flora são abundantes e nossas paisagens não saem perdendo para nenhum país afora.

Além disso, ao explorar esses parques você se deparará com ótimas oportunidades para entrar em contato com a história e cultura local.

PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira) -SP

Foto: Divulgação

Criado por um decreto em 1958, o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é considerado uma das Unidades de Conservação mais importantes do mundo e um patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO.

Com aproximadamente 35 mil hectares, ele abriga a maior porção de Mata Atlântica preservada do Brasil, no extremo sul do Estado de SP; entre as cidades de Iporanga e Apiaí.

Um ‘prato cheio’ para quem quer estar bem pertinho da natureza, já que ao todo são mais de 350 cavernas, dezenas de cachoeiras, trilhas, comunidades tradicionais e quilombolas, sítios arqueológicos e paleontológicos.

Tudo isso faz da região um dos locais mais perfeitos para a prática de esportes de aventura, assim como atividades de educação ambiental, fotografia e observação da natureza — além da diversidade de flora, a fauna ali é abundante.

As cavernas certamente são os maiores atrativos entre os turistas. Embora elas sejam contabilizadas em mais de 350, atualmente, somente 12 cavernas do PETAR estão abertas para visitação. Ainda assim, há desde aquelas com enormes rios, escaladas, mergulhos e rapeis às cavernas com estruturas turísticas, como passarelas e pontes, feitas para facilitar o acesso e permitir que sejam exploradas por todos.

Se você está considerando conhecer o parque, saiba que as cavernas, assim como a maioria dos passeios, somente podem ser feitos com Monitores Locais credenciados. Além disso, os atrativos possuem um limite de pessoas por dia. Portanto, planeje-se e faça sua reserva.

Lembre-se também que além do uso obrigatório de equipamentos de segurança como lanternas e capacetes, é proibido realizar as atividades com blusinhas, camisetas regatas ou sandálias.

Ao todo o Parque é dividido em 4 Núcleos. Para três deles é cobrada uma pequena taxa de entrada. No Núcleo Caboclos há ainda uma taxa de pernoite no Camping e necessidade de agendamento prévio na administração.

Mais informações aqui.

Cânions (Parque Nacional Aparados da Serra e Serra Geral) – SC/RS

Foto: Divulgação

Se o seu sonho é conhecer os cortes abruptos cheios de adrenalina os quais chamamos de cânions, saiba que o Brasil também detém essa linda paisagem. Uma das formações rochosas de maior destaque no país se encontra na divisa dos estados de Santa Catarina com Rio Grande do Sul.

Nos municípios de Praia Grande, Jacinto Machado, Timbé do Sul e Morro Grande estão os principais cânions: Itaimbezinho, Fortaleza, Malacara, Churriado, Faxinalzinho, Josafaz, Índios Coroados, Molha Coco e Amola Faca.

O Parque Nacional dos Aparados da Serra abriga o Itaimbezinho, uma formação rochosa que existe há pelo menos 130 milhões de anos e considerada uma das maiores do Brasil — sua extensão atinge 5.800 metros e uma largura que varia entre 200 e 600 metros; a profundidade máxima é de 720m.

No caminho de acesso está a Trilha do Rio do Boi, uma das poucas trilhas abertas no Parque. Mesmo considerado de alto grau de dificuldade, este é um dos passeios mais realizados por turistas na região e conta com vistas de tirar o fôlego: o Rio Perdizes desce as paredes rochosas para formar a cascata Véu de Noiva, que cai de uma altura de 700 metros; já o Rio do Boi se move entre as pedras formando uma série de cascatas e piscinas naturais escondidas entre os paredões do famoso cânion.

Não tão longe, há 23 quilômetros, está o Parque Nacional da Serra Geral, morada do Cânion Fortaleza. Considerado um dos mais bonitos do Brasil, com mais de sete quilômetros de extensão e dois de largura, ele chega a uma altura de 1.240 metros acima do nível do mar. O acesso não é dos mais fáceis, nove dos 23 quilômetros não têm calçamento e estão precariamente conservados; mas, o resultado vale muito a pena.

Em ambos os passeios, a entrada é gratuita; para feriados, no entanto, é preciso reservar com antecedência. A melhor época para visitar a região é a primavera ou verão, já que normalmente o inverno é mais chuvoso.  

Visite o site oficial para informações complementares.

Parque Nacional Chapada dos Veadeiros

Foto: Site Thousand Wonders

Criado em 1961, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está localizado no nordeste do Estado de Goiás, entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante e Colinas do Sul.

A região possui formações vegetais únicas, centenas de nascentes e cursos d’água, rochas com mais de um bilhão de anos, além de paisagens de rara beleza, com feições que se alteram ao longo do ano. O Parque também preserva áreas de antigos garimpos, como parte da história local e foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, em 2001.

A caminhada e os banhos de cachoeira são as principais atividades turísticas no Parque e os visitantes podem percorrer quatro trilhas para chegar aos atrativos: Travessia das Sete Quedas, Trilha dos Saltos, Trilha dos Cânions e Trilha da Seriema.

Lembre-se que caminhar no cerrado, mesmo com tempo nublado, é uma atividade muito desgastante, portanto esteja preparado fisicamente. Ele pode ser visitado durante o ano todo, mas esteja atento ao clima: normalmente, o período de seca vai de maio a outubro e as chuvas se estendem de novembro a abril.

Informações no site oficial.

Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD)

Foto: Divulgação

Com quase 40 mil km², a Chapada Diamantina, localizada no coração da Bahia, é considerada referência no turismo de aventura no Brasil e foi desenhada ao longo de bilhões de anos, quando as chuvas, os ventos e o rios esculpiram as rochas, criando vales e montanhas.

Nela, está situado o segundo maior parque nacional do Brasil, o Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), que ocupa 152 mil hectares e é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Guardião de centenas de quedas d’água, sítios arqueológicos e uma geologia suntuosa, sua área representa apenas uma pequena parte de toda a Chapada Diamantina, que por sua vez engloba dezenas de municípios. No parque, apenas algumas atrações são submetidas ao controle de visitação, como é o caso da Cachoeira da Fumaça, em geral durante feriados prolongados.

No entanto, vale lembrar que o PNCD não concentra todas as belezas da região. Muitos lugares famosos estão localizados ao seu redor, como os Poços Azul e Encantado, o famoso Morro do Pai Inácio e diversas grutas, a exemplo da Lapa Doce.

Devido à dimensão do território da Chapada Diamantina e às grandes distâncias existentes entre os principais atrativos naturais e as cidades turísticas, programar uma viagem para a região requer uma atenção especial.

Antes de reservar hospedagem em apenas uma cidade, pesquise o que mais deseja conhecer. Isso evitará que você perca tempo em estradas. Por sua extensão, o tempo mínimo indicado para visitar a região é de quatro dias e o ideal é pelo menos sete, período necessário para conhecer os pontos turísticos mais famosos.

O clima semiárido com sol durante todo o ano e poucos períodos de chuva contribui para que as visitas ocorram durante o ano todo.

Saiba mais.

Se você está convencido, lembre-se, no entanto, que a principal atividade serão as trilhas, portanto, prepare-se fisicamente.

Ademais, estamos falando de enormes áreas silvestres e atividades em ambientes naturais envolvem riscos. Como alguns dos Parques Nacionais não contam com serviço de resgate, evite atitudes que possam causar acidente, como subir em pedras ou árvores e saltar no rio de lugares altos.

Além disso, embora nem todas elas tenham regras restritas como o PETAR, é imprescindível que durante a exploração você esteja acompanhado por alguém que conheça bem cada lugar e que tenha treinamento em primeiros socorros.

Esse profissional pode enriquecer sua viagem com informações sobre a fauna, flora, geologia e história da região. Assim, procure sempre por guias e bom divertimento!

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